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Augustos Mistérios da OBS
Da primeira vez que fui internado no Magalhães Lemos, havia um conjunto de três letrinhas apenas que andava na boca de todos os doentes.
As filas para as refeições
O pequeno-almoço, o almoço e o jantar, dentro de uma enfermaria psiquiátrica, são as grandes festividades do dia.
Olh’ó Rebuçado da Régua!
Aquela hora de alegre partilha e distribuição de Morfex ficou na minha memória como uma das coisas mais estranhas a que assisti em todos os internamentos.
Os chocolates
Olhando para trás, a uma distância de mais de um quarto de século, não consigo recordar-me se lho ofereci por inocente empatia.
Os esquilos
Dois esquilos engalfinharam-se numa luta feroz, enrolando-se, saltando, mordendo e arranhando, fundidos numa mole disforme que rodopiava sobre si própria.
Os isqueiros
Os isqueiros — e o tabaco — parecem-me ser um dos principais pontos de discórdia entre os internados e os enfermeiros nos hospitais portugueses.
As peças de Tetris
Como a copa não abundava em espaço, o carrossel, sempre com os velhinhos a galope, era «arrumado» de forma a os cadeirões encaixarem uns nos outros.